Interpretando a cirurgiã Calliope Torres na TV há um longo tempo em Grey’s Anatomy (ABC), a atriz Sara Ramirez, 36, diz que é “o lado nerd do meu cérebro.” A atriz mexicana ganhou um Tony em 2005 pelo musical Sparmalot, antes de encontrar um maior público no horário nobre, ela também foi estrela no musical da série.

Callie e sua namorada, Arizona, casaram-se na temporada passada. Qual a responsabilidade?
“Eu recebi toneladas de críticas e comentários positivos. Nós mostramos todas as possibilidades que um casal gay pode ter, além do amor é muito abrangente. Eu me sinto honrada em contar parte dessa história”.
O que você prefere, TV ou Teatro?
“O teatro alimenta minha alma e meu coração, você precisa estar focado, preparado para lidar com qualquer situação a qualquer hora. Na TV. O trabalho e um pouco mais disperso”.
Alguma vez já passou por um imprevisto no palco?
“Quando trabalhei com o Tim Curry em Spamalot, minha fantasia era um vestido escondido embaixo do outro, que só seria revelado em uma outra cena. Uma noite, todos poderiam ver metade da roupa que deveria estar escondida, então a surpresa foi arruinada e o público amou a diversão não planejada. Todos nós rimos juntos”.
Um clássico musical que você gostaria de viver?
“Evita! É um dos meus favoritos, a música, o drama, este personagem complexo. Ele está vindo para a Broadway (na primavera). Obviamente, perdi o barco”.
Em 2008, seu melhor amigo, o ator AI D. Rodriguez, morreu de câncer de fígado em NY. Como você lidou com essa perda?
“Foi um grito de alerta sobre o que realmente importa na vida. O processo de luto muda você para sempre, e isso me mudou para melhor. Eu precisava entrar em mim mesma, pesquisar dentro de mim. Conheci meu noivo após esse triste episódio, quando estava começando a esquecer da minha vida”.
Quem é seu noivo?
“Ele é analista de negócios. Nós nos conhecemos em uma festa. Foi amor à primeira vista Eu sinto que conheço você. É quando você não está observando que isso acontece. Foi incrível para nós dois, encontrarmos um ao outro”.
O que vocês fazem aos domingos?
“Nós caminhamos perto de nossa casa. É uma maneira maravilhosa de arejar, um ambiente tranquilo para conversar enquanto caminhamos. Então lavo roupa, limpo a casa, faço a feira. É o nosso dia para se abastecer um do outro”.
E o seu relógio biológico, está tocando?
“Penso em ter filhos. É uma responsabilidade enorme para mim. Venho de uma família onde meus pais se divorciaram, então requer um senso de cautela. Vejo os cronogramas, as estatísticas, mas quero aproveitar o planejamento por um minuto”.
2011 foi um ano em alta para você?
“Foi o primeiro ano que senti como se estivesse voltando ao normal desde a morte de meu melhor amigo. Estava com muita dor e raiva. Não sabia como sair, pois estava cada vez mais dentro dela. No ano passado me senti mais leve, mais interessada nas pessoas. Agora estou andando por aí pensando, “A vida não é incrível?”.”
Fonte: Parade
